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Quando o líder surgiu na humanidade? E nas organizações? Será mesmo o líder figura tão relevante? ou é um papel superestimado?

Estamos cansados de ouvir falar da importância dos líderes, e o quanto a habilidade de liderar tem efeito positivo numa organização. Mas você já se perguntou qual à razão dessa relevância toda, ou o motivo por trás de tantos livros, cursos e palestras sobre o tema?

 

Bem, para entendermos melhor tudo isso devemos retomar os tempos mais antigos de nossa história. Não, não estou dizendo sobre grandes líderes da Antiguidade como “Alexandre, o Grande” ou o “Imperador Adriano”. Digo, ainda mais lá atrás, quando o homem vivia de caverna em caverna. Sim! Há centenas de milhares de anos passados já havia em nossas comunidades humanas a figura do líder, capaz de guiar o bando, delegar funções e influenciar o destino das outras pessoas.

 

Entendendo que a liderança é uma atribuição natural e inerente ao homem, a qual garante unidade e direcionamento ao grupo, podemos voltar nosso olhar para o cenário das organizações.

 

Mas e para as organizações, liderar sempre foi essencial? A resposta é parcialmente sim. No início da Primeira Revolução Industrial, no final do século XXVIII, é sabido que se exigia pouca qualificação técnica para o trabalhador. O homem nessa época tinha um papel mais mecânico dentro das empresas, e funcionava mais como uma extensão da máquina. Dessa maneira, não era tão necessário um líder, já que pouco havia de interação humana nas empresas.

 

Isso foi mudando aos poucos, quando as necessidades das empresas mudaram também. Com as grandes inovações tecnológicas da década de 80, ao contrário do que se pensou, o papel do homem ficou cada vez mais importante. O mercado passou a ficar mais exigente, e a composição interna das organizações mudou drasticamente. As relações humanas tomaram conta da maior parte dos segmentos, e o líder passou a ser responsável em grande parte pelo sucesso ou fracasso de uma empresa.

 

Um estudo da BambooHR, que buscava entender quais as principais razões de pedidos de demissão dos colaboradores numa empresa, constatou que 44% dos pesquisados tomaram essa decisão por causa de “chefes tóxicos”, que tiraram suas motivações de trabalhar. A pesquisa ainda descobriu que 63% desse número alegou já ter sofrido alguma vez com “estelionato profissional” (quando um superior rouba uma ideia criada por você).

 

O que podemos entender com isso é que, mais importante do que salário, benefícios, ou carga horária de trabalho, é ter um bom relacionamento com seu superior direto. Dessa maneira, um RH estratégico deve sempre ter mecanismos para verificar e entender de modo coeso as relações internas que acontecem entre seus líderes e liderados, a fim de evitar problemas como baixa motivação e turnover.

 

O grande desafio de reter talentos, tão almejado pelas empresas está diretamente ligado com a essa figura. Liderar é muito mais que estar num cargo de poder, é saber desenvolver e inspirar pessoas, ser ético e ter empatia pelos outros. Devendo agir sempre com grande responsabilidade, pois exerce muita influência em vidas alheias.

 

Importante ter em mente que este desafio  pode parecer grande à primeira vista porém é perfeitamente possível que estas habilidades sejam desenvolvidas nos líderes, por meio de processos de autoconhecimento, treinamentos e coaching. 

 

Para finalizarmos, como já dizia o ex-presidente americano Abraham Lincoln: “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.” 

 

Leonardo Aburad